
Ir por onde for, estava eu, no Havanna’s café, quando um moço loiro, com um terno de veludo verde, e um sapato verniz vermelho me chamou muita atenção; aproximei-me com todo charme que pude, rebolei o máximo, mas sem dar a perceber, sentei dois bancos à frente e preguei meus olhos nele, ele suavemente se levantou e sentou de meu lado, pediu dois drinques, que eu entendia ser por duas doses de amor e sem gelo.
Seu olhar dizia muito, pelo que reparei não tirou os olhos de meus olhos nem se quer para olhar para minha blusa, e logo perguntou o que eu fazia por lá sozinha, o que me fazia perguntar a ele a mesma coisa.
Nós dois sem respostas e sem falar muito nos embriagamos de doses de amor, e ficamos a nos observar por horas, de fato estava adorando o momento, estava me sentindo dançando nos braços da vida ao ritmo de um olhar que não queria parar de cantar; mas em um momento único paramos de vibrar e nos beijamos ao ritmo da música que a banda tocava, quando paramos nos olhamos e sorrimos.
